perdoe os meu olhos verdes (à la Shakespeare), o fenótipo é tão refém do sentimento como a corda que sufoca a garganta. estou imobilizada nessa luta, não por querer, mas por assim me ser dada a condição. não posso sair na rua, gritar a verdade, nesse vermelho que queima. eu pouco sei, mas quem sabe o suficiente? é insensato quando vindo de mim?
Acordo
Concordastes, Dom Zé, Em seguir em frente Sem, porém, deixar para trás Toda aquela construção. Falácia! Todo mundo conhecido inverteu-se! Não se fala mais em sonhos, Em subjetivismos contentes! Nem pode-se ter a certeza De vosso apoio: Não queres almas carentes! Cansou-se dos tolos! Ironicamente, Dom, Consideras o mínimo Tentativa de retomada. POIS SAIBA, MEU CARO: O MÍNIMO É PARA MIM FACADA! Sinto-me receosa em contar anedotas, Sinto-me covarde por não fazer o que no peito arde! Nós, em presença, só falamos em revoluções. Será que com nosso final morreram Os contos e as canções? Concordastes, Dom Zé, Em continuar abrigo. Sumistes, porém, Ao primeiro perigo! E antes que aponte Em meus dizeres contradição, Saiba que rompi comigo, E quero trocar de coração! É, eu também não consigo, Suportar vosso falar Sem deixar de imaginar Vossa mercê aqui.
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