eu quero não sentir medo de ter medo, e realmente achar que amor remonta e vai remontar o que ficou de ti. eu mantive muita coisa, só que não tô sabendo guardar, lidar, expor e impor. olha, eu nunca me vi tão sem saber, e não ache que isso foi graças a você. E é claro que eu guardo, lido, exponho e imponho o desnecessário. não sei o que é preciso. imprecisão é a palavra do momento, e acho que devo-lhe desculpas, mas também as devo a mim, pois não me permito as doses certas e nem as erradas à você.
Acordo
Concordastes, Dom Zé, Em seguir em frente Sem, porém, deixar para trás Toda aquela construção. Falácia! Todo mundo conhecido inverteu-se! Não se fala mais em sonhos, Em subjetivismos contentes! Nem pode-se ter a certeza De vosso apoio: Não queres almas carentes! Cansou-se dos tolos! Ironicamente, Dom, Consideras o mínimo Tentativa de retomada. POIS SAIBA, MEU CARO: O MÍNIMO É PARA MIM FACADA! Sinto-me receosa em contar anedotas, Sinto-me covarde por não fazer o que no peito arde! Nós, em presença, só falamos em revoluções. Será que com nosso final morreram Os contos e as canções? Concordastes, Dom Zé, Em continuar abrigo. Sumistes, porém, Ao primeiro perigo! E antes que aponte Em meus dizeres contradição, Saiba que rompi comigo, E quero trocar de coração! É, eu também não consigo, Suportar vosso falar Sem deixar de imaginar Vossa mercê aqui.
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