Concordastes, Dom Zé, Em seguir em frente Sem, porém, deixar para trás Toda aquela construção. Falácia! Todo mundo conhecido inverteu-se! Não se fala mais em sonhos, Em subjetivismos contentes! Nem pode-se ter a certeza De vosso apoio: Não queres almas carentes! Cansou-se dos tolos! Ironicamente, Dom, Consideras o mínimo Tentativa de retomada. POIS SAIBA, MEU CARO: O MÍNIMO É PARA MIM FACADA! Sinto-me receosa em contar anedotas, Sinto-me covarde por não fazer o que no peito arde! Nós, em presença, só falamos em revoluções. Será que com nosso final morreram Os contos e as canções? Concordastes, Dom Zé, Em continuar abrigo. Sumistes, porém, Ao primeiro perigo! E antes que aponte Em meus dizeres contradição, Saiba que rompi comigo, E quero trocar de coração! É, eu também não consigo, Suportar vosso falar Sem deixar de imaginar Vossa mercê aqui.
Estalar do relógio quando já se ensurdeceu pelo tic-tac do coração. Bomba. Bomba-relógio. E sangue. E não dorme porque teme, treme e pulsa. O veneno é a saudade, estremecendo todas as pontas, irrigando extremidades até que o peito fique vazio. Um badalar no músculo é fadiga, talvez câimbra. Falta ele, potássio e engrenagem. Pernas juntas, meia-noite: entre os pulmões, sede.
Peço desculpas Às Claras, Amandas e Marrôs, Nenhuma delas deveria passar o dia Ouvindo lamentos de quem está só Peço perdão às MaClas e Vitorias Por todas as lágrimas nos trens Perdoai-me, amigos, Por minha visão embaçada Tentaram-me avisar que estava errada Só eu não vi Desculpa, Anatashas, Por não poder ser modelo Heloisas, Allines e Saras, Desculpe só ter um assunto
Pois então ouço a voz
ResponderExcluirFura como uma agulha
Dizendo de forma feroz
"Tem sorvete, Julha"