reguei teu jardim com lágrimas salgadas e sorrisos ácidos e fui embora, deixando o tempo passar até que essa terra de nada mais valesse. levei comigo tudo, a enxada, a semente, o regador. só o solo ficou, por ser teu.
cristalização
No escuro até parecia, dava um aperto, um déjà vu. Era a forma, sombra e cabelo, movendo-se freneticamente enquanto tocava "Tempo Perdido". As luzes acenderam, quebrando aquela miragem: era outro que já não reconhecia. Amargou-me a alma ver a metamorfose: antes um cometa de brilhante movimento, agora apenas rocha, dura e perdida no tempo. "O menino faz o homem", será que tornaste pedra? Sentido faz, pois lava foi nesse Universo, daquelas que alimentam o interior, com rios infernais cheios de prazer e pecado traiçoeiro, correndo por parecer nunca endurecer. Não demorou muito para esfriar, fazendo-se escudo, sem nenhuma emoção.
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